segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Nova tecnologia permite enxergar áreas do cérebro em resolução nanoscópica



Cientistas americanos criaram uma inédita técnica de mapeamento de alta resolução do cérebro, capaz de registrar estruturas microscópicas, como as células nervosas, com alto nível de detalhes.

Os pesquisadores construíram o mapa 3D a partir de uma compilação de imagens registradas em resolução nanoscópica. A ideia dos cientistas é usar a ferramenta para estudar a formação e as ligações entre as células que geram distúrbios neurológicos como esquizofrenia e depressão.

“Estamos falando de um detalhamento de imagens próximo do nível de uma molécula”, afirma Narayanan Kasthuri, neurologista da universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que liderou a equipe responsável pelo mapeamento.

Os pesquisadores comandados por Kasthuri construíram um sistema que fatia o cérebro estudado em milhares de pedaços. Após marcar as seções, separando os diferentes tecidos conjuntivos, um microscópio eletrônico registra imagens de cada pedaço. Um computador, por fim, escolhe diferentes cores para cada estrutura individual do órgão e sobrepõe as imagens, formando um mapa 3D.

Os cientistas testaram o sistema ao mapear a área do cérebro de um rato responsável pelas percepções sensoriais. Os resultados foram publicados na revista científica Cell.

Técnicas de mapeamento cerebral tradicionais, como a ressonância magnética, conseguem registrar estruturas com, no mínimo, um milímetro. A ferramenta de Kasthuri faz isso em nível nanoscópico, conseguindo capturar células individuais do cérebro, assim como seus conteúdos e conexões. “Um pixel em uma ressonância magnética é igual a um bilhão de pixels em nossas imagens”, afirma o pesquisador.

A máquina será usada para registrar imagens do cérebro de pessoas mortas. A equipe espera que, ao rastrear os chamados “caminhos neurais”, possa resolver questões sobre como um distúrbio neurológico age dentro do cérebro. “Se pudermos fazer um mapa do cérebro de um paciente com esquizofrenia e o compará-lo com um órgão sem a doença, poderemos procurar por conexões que possam contribuir para gerar o distúrbio”, afirma Kasthuri.

O problema é que a máquina exige uma quantidade gigantesca de poder computacional. Apenas a imagem do cérebro inteiro de um rato ocuparia bilhões de gigabytes de dados, diz Kasthuri. Mas o pesquisador espera que a arquitetura de armazenamento dos computadores torne o mapeamento completo possível em, no máximo, cinco anos.

A equipe agora trabalha em uma máquina que usa computadores para rastrear neurônios individuais no cérebro e analisar suas conexões.

Fonte: http://www.institutoneurologico.com.br/

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Cigarro pode favorecer distúrbios psiquiátricos

As informações fazem parte de um estudo publicado na revista "Lancet Psychiatry".



Agora além de ser conhecido por causar câncer e doenças cardiovasculares, o cigarro também pode aumentar o risco de transtornos psiquiátricos graves. Uma "associação" estatística entre o fumo e as psicoses, em especial a esquizofrenia, foi descoberta em análises anteriores, lembram os investigadores europeus que assinam o trabalho.


Os especialistas observaram que as pessoas com transtornos psiquiátricos graves eram significativamente mais propensas a fumar, com taxas de tabagismo entre os psicóticos três vezes maior do que na população geral. Mas "as razões pelas quais as pessoas com psicose são mais propensas a fumar do que o resto da população permanecem obscuras", escreveram eles em seu artigo.


É a doença e/ou os tratamentos psiquiátricos usados para combatê-las que encorajam o tabagismo? Várias teorias nesse sentido têm sido propostas, em particular o fato de que o cigarro ajudaria a compensar os efeitos das drogas sobre a regulamentação da dopamina, um neurotransmissor associado ao mecanismo de recompensa.

Mas alguns pesquisadores se concentraram na ideia de que o próprio cigarro "poderia aumentar o risco da ocorrência destas doenças".

Este estudo procurou especificamente testar esta hipótese e determinar se a psicose é declarado mais cedo em fumantes do que entre os não-fumantes.


Resultado claro após análise

Deste trabalho de "meta-análise" epidemiológica (que consiste na análise de vários estudos realizados anteriormente, envolvendo um total de 14.555 fumantes e 273.162 não-fumantes), foi extraído um resultado bastante claro.

"O consumo diário está associado a um risco aumentado de psicose e ao início mais precoce dos transtornos psicóticos", escreveram os autores do artigo, Pedro Gurillo (hospital de Torrevieja, no leste da Espanha) e Sameer Jauhar (King's College de Londres).
No início da doença, os psicóticos são três vezes mais propensos a serem fumantes do que o resto da população. "Embora seja sempre difícil determinar a causalidade, nossos resultados mostram que o tabagismo deve ser seriamente considerado como um possível fator de risco no desenvolvimento de psicoses e não é considerado como uma simples consequência da doença", explicou James MacCabe(King's College), também autor do estudo.

Um "nexo de causalidade" ainda precisaria ser plenamente demonstrado, mas os pesquisadores apontam para uma possível explicação: a dopamina.

"É possível que a exposição à nicotina aumente a liberação de dopamina, o que resulta no desenvolvimento de psicoses", já que o excesso de dopamina no corpo é uma das hipóteses para explicar a esquizofrenia, afirmou Robin Murray, da King's College.

Este artigo e outro trabalho sueco publicado recentemente sobre tabagismo e esquizofrenia, "argumentam fortemente em favor de uma relação causal entre tabagismo e esquizofrenia", avaliou o psiquiatra Michael Owen (Universidade de Cardiff).

Mas para Michael Bloomfield (University College London), "ainda há muito trabalho a ser feito antes que os cientistas possam declarar com certeza que fumar realmente aumenta o risco de esquizofrenia".

Fonte: http://www.momentoverdadeiro.com/2015/07/cigarro-pode-favorecer-disturbios-psiquiatricos-sugere-estudo.html

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Música e Cérebro

O cérebro todo é ativado quando se ouve música e mesmo que alguma região dele esteja comprometida, com a plasticidade cerebral, o efeito da música continua sendo o mesmo.

De um modo geral, o lado direito do cérebro é que controla a melodia, as notas, o padrão acústico, as sensações e a unidade da música. O lado esquerdo é quem controla o ritmo; mas isso, dizendo de um modo até que grotesco, pois a música é capaz de ativar todas as partes de cérebro.


Quando ouvimos música, no nosso cérebro são ativadas partes como o cerebelo, o córtex órbito-frontal e os neurônios-espelho, que são relacionados às funções sócio-emocionais e de comunicação, como se pode perceber na figura:





Clicando no link abaixo, você será direcionado à página Psiqweb, que contém um artigo sobre "A Música e o Cérebro".

http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=336

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Musicoterapia e Alzheimer



Este vídeo demostra a aplicação de diferentes ritmos utilizados em uma sessão de musicoterapia, onde visa a melhoria das habilidades sócio-cognitivas de idosos portadores de Alzheimer.